Inverno: como cuidar do seu pet nos dias mais frios.

Cuidados no inverno.

No final de março entramos no outono, ou seja, a estação de transição entre o verão e inverno. Nesta época do ano, as temperaturas mais elevadas do verão vão perdendo a força, dando espaço aos dias mais frios que chegarão, enfim, ao seu ápice durante o inverno.

Por definição, frio é a sensação produzida pela perda de calor do corpo, causada pela baixa temperatura do ambiente. Assim sendo, o corpo “sente” o frio.

Portanto, caso não haja proteção adequada, as temperaturas baixas, além de trazerem desconforto, podem até mesmo causar a morte do animal por hipotermia.

Como os animais reagem ao frio?

Os animais que vivem no frio respondem de formas surpreendentes as baixas temperaturas. Em resumo, existem três formas de reação:

  • Migração -alguns animais, com a chegada do inverno, deslocam-se para regiões mais quentes.
  • Adaptação –neste caso, os bichos passam por alterações no corpo, como o desenvolvimento de gordura e pelagem especializada em conservar calor. Podem também ter alterações comportamentais, armazenando alimentos durante o Outono, antes da escassez do Inverno.
  • Hibernação- espécie sono profundo que pode durar todo o Inverno. Geralmente tem início quando os dias começam a ficar mais frios ou mais curtos.

Cães e gatos sentem frio?

Cães e gatos são coberto por pêlos, é verdade. Porém, isso não significa que estejam naturalmente protegidos contra o frio. A maioria dos animais domésticos não sofre grandes transformações físicas para o período de outono e inverno.

Algumas raças de cães, como o Husky Siberiano, Samoieda, São Bernardo (entre outros) possuem características físicas que os tornam mais resistentes às baixas temperaturas. Essas raças possuem uma camada maior de gordura sob a pele e subpêlo mais denso. Portanto, podem não sentir tanto as madrugadas mais frias.

Como proteger os animais de estimação do frio?

Conheça algumas recomendações básicas para oferecer proteção e conforto a cães e gatos, independentemente da raça ou porte:

Ofereça abrigo

Primeiramente, devem-se abrigar os animais em locais protegidos da variação do tempo como vento, chuva, sereno e outros. É certamente o primeiro item da lista de cuidados que devem ser tomados. A recomendação vale para todos os pets, de todas as faixas etárias.

Se o animal dorme em uma área externa da casa é preciso que ele tenha sua casinha ou canil. Recomenda-se que o material deste abrigo seja de fácil higienização para evitar o aparecimento de pulgas e outros parasitas.

Animais que dormem dentro de casa, podem ser acomodados em caminhas. Nos dois casos, o uso de colchonetes e de edredons disponíveis no mercado pet, são boas opções para aumentar a proteção e o aconchego dos bichos.

Roupinhas

Outra forma de proteger o animal durante as noites mais frias é, sem dúvida, utilizando uma roupinha. Atualmente, as lojas especializadas oferecem uma infinidade de modelos confeccionados em moletom, soft, lã e algodão. Este recurso, entretanto, deve ser usado com bom senso. Sabemos que, na maioria do território brasileiro, o inverno não tem temperaturas frias constantes. Durante o dia, com o aparecimento do sol, as temperaturas ficam mais elevadas e levar o pet para passear com uma roupinha quente, pode não ser necessário.

As roupinhas são especialmente indicadas para animais idosos e filhotes que precisam de maiores cuidados em relação às baixas temperaturas. Animais de pêlo curto, que não possuem camadas de subpêlo também costumam sofrer mais nos dias mais frios.

Manter as vacinas em dia!

Este é, certamente, um item imprescindível pois a imunidade costuma ficar mais baixa no inverno. Além disso, o ar seco promove maior facilidade na transmissão de doenças contagiosas como Cinomose e Tosse dos canis, em cães, e Rinotraqueíte em gatos. Verifique se a carteirinha de vacinação está em dia lembrando que animais adultos devem ser vacinados todos os anos. Consulte um médico veterinário!

Higiene sim, bom senso também.

A rotina de banhos e tosas também deve ser alterada nesta época do ano. Veja algumas atitudes que garantem o bem-estar dos animais:

  • Aumentar o intervalo entre um banho e outro;
  • Escolher os locais protegidos e dias mais quentes para a limpeza;
  • Secar os animais com secadores;
  • Em animais de pelo longo, dar preferência a tosas higiênicas, deixando a pelagem do corpo com seu comprimento natural;
  • Sempre que possível opte por banho seco para prolongar a duração do banho.

Além disso, é importante ter cuidado com a possibilidade de provocar um choque térmico. Deve-se evitar a exposição às baixas temperaturas logo após o uso do secador. O ideal é aguardar pelo menos 20 minutos para evitar problemas.

Cuidados especiais com filhotes e idosos

Assim como acontece com os humanos, os animais de estimação também passam por fases da vida nos quais ficam mais suscetíveis a doenças e outras complicações relacionadas às baixas temperaturas.

Filhotescuidados no inverno

Os filhotes até os dois meses de idade ainda não têm uma capacidade eficiente de manter a temperatura corpórea e perdem, portanto, calor facilmente. Por isso, nesta fase é importante que a mãe e os filhotes fiquem em local protegido, aquecido.

No frio, a necessidade de energia aumenta e os animais que não recebem condições adequadas de alimentação e aquecimento podem acabar morrendo. Caso os filhotes, por algum motivo, não possam ficar com a mãe (que além de ser fonte de alimento é fonte de calor), recomenda-se o uso de aquecedores ou bolsas de água quente. Ao utilizar uma destas opções, entretanto, deve-se redobrar o cuidado para não queimar os filhotes.

Além destes cuidados, providencie alimentação de boa qualidade, água fresca e limpa, vacinas e vermífugos conforme orientação do seu médico veterinário de confiança.

Animais na terceira idade.

Além das doenças respiratórias que são as mais comuns, os animais idosos com problemas osteoarticulares, passam a sentir, sem dúvida, mais dor quando expostos às baixas temperaturas. É importante mantê-los aquecidos e, portanto, as roupas podem ser grandes aliadas.

Se o animal apresentar sintomas aparentes de dor, o ideal é procurar um especialista para checar as possibilidades de medicação analgésica ou providenciar algumas sessões de acupuntura, certamente, grande aliada nesses momentos.

Enfim:

  • Verifique as exigências e peculiaridades da espécie do seu bichinho;
  • Ofereça abrigo e conforto;
  • Deixe sempre à disposição água limpa e fresca;
  • Preste muita atenção às vacinas em cães e gatos;
  • Independente da espécie, ofereça alimento de qualidade, completo e balanceado.

Seu pet agradece!

 

 

Artigo escrito primeiramente para a segunda edição da revista Senhora Atual. A primeira revista brasileira de moda para senhoras 50+.

 

Valentina Vecchi

Médica veterinária, com especialização em Clinica e Cirurgia e Acupuntura Veterinária. Atualmente, atende com acupuntura em São Paulo e escreve para seus blogs pessoais e outros sites.

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